ARTHUR VASCONCELOS
— Onde ela está, Zoe?! — Rugi, minha voz rasgando a garganta, reverberando pelas paredes da sala de estar decorada com tons pastéis ridículos. — Fale!
Zoe recuou um passo, mas manteve o queixo erguido.
— Eu já disse, Arthur — ela respondeu. — Eu não sei.
Avancei sobre ela, ignorando a etiqueta, ignorando a civilidade. Agarrei os ombros dela, e meus dedos afundaram no tecido da blusa de seda.
— Não minta para mim! — chacoalhei-a, o desespero me transformando em um an