ARTHUR VASCONCELOS
Saí do escritório como um furacão. Atravessei o hall de entrada da mansão, ignorando os olhares assustados dos empregados.
— A chave do carro! — gritei para o mordomo, que correu para pegar a chave do meu SUV.
Arranquei-a da mão dele e marchei para a garagem. A chuva açoitou meu rosto assim que pisei fora da casa, mas eu não sentia frio. Eu só sentia uma fornalha ardendo dentro do meu peito.
Eu ia encontrá-la. E quando a encontrasse, ela imploraria para voltar para a segurança desta mansão. Ela aprenderia que não existe lugar no mundo onde Arthur Vasconcelos não possa alcançar.
Dirigi como um maníaco pelas ruas alagadas de São Paulo. O trânsito estava um inferno, mas eu joguei o carro na calçada, cortei sinais vermelhos, forcei passagem. A cada minuto que passava, a imagem dela se distanciava.
Onde você está, Camila?
Cheguei à casa de Zoe em tempo recorde. O carro de Bruno estava parado, com o pisca-alerta ligado. Ele estava na calçada, encharcado, parecendo u