ARTHUR VASCONCELOS
Eu estava no meu escritório particular, no térreo, com uma vista ampla para o jardim encharcado pela tempestade que caía sobre São Paulo. Em minha mão, um copo de Macallan 1926, um líquido âmbar que custava mais do que a dignidade da maioria dos homens que eu conhecia.
Girei o copo, observando o gelo derreter lentamente.
Tudo estava finalmente em ordem. A semana havia sido brutal no mercado financeiro, mas eu tinha saído por cima, como sempre. Esmaguei a concorrência na aq