ARTHUR VASCONCELOS
A mansão estava silenciosa quando entrei, mas não era um silêncio de paz.
Passei a mão pelos cabelos, sentindo a textura da exaustão em cada músculo do meu corpo.
O dia tinha sido um inferno.
Lidar com Anabela era como tentar desarmar uma bomba nuclear com um garfo. Ela oscilava entre a doçura manipuladora e a ameaça a cada cinco minutos. A mãe dela, era uma histérica que precisava ser contida o tempo todo para não vazar a história para a imprensa antes da hora. E, para compl