CAMILA NOGUEIRA
A luz da manhã de segunda-feira entrou pelas frestas da cortina, pintando o quarto de um cinza suave. Acordei antes do despertador, sentindo o peso do braço de Arthur sobre a minha cintura. Ele dormia profundamente. Ali, deitado ao meu lado, ele parecia apenas um homem. Um homem lindo, cansado e possessivo até no sono.
Com cuidado, deslizei para fora da cama. Ele resmungou algo, tateando o lençol vazio onde eu estava segundos antes, e abraçou meu travesseiro.
Fui para o closet.