ARTHUR VASCONCELOS
— O que você gostaria de fazer agora, esposa? Deveríamos subir?
Seus olhos finalmente encontraram os meus, e eu vi o lampejo de pânico que ela tentou esconder. A respiração dela ficou presa por um segundo. Ela não disse nada, apenas desviou o olhar para as próprias mãos, entrelaçadas em seu colo.
— Pode ser — ela respondeu, em voz baixa.
Não era um "sim" entusiasmado. Mas era o suficiente.
Levantei-me, contornei a mesa, parei ao lado de sua cadeira e estendi minha m