As gotas de chuva tamborilavam nas janelas como dedos inquietos, estabelecendo um ritmo irregular que preenchia o silêncio do pequeno apartamento. O céu, tingido de um cinza profundo, parecia consumir a cidade em sombras líquidas, como se o próprio tempo se dissolvesse em lágrimas invisíveis. Marina permanecia imóvel na poltrona desgastada, o olhar fixo na tela do notebook à sua frente, onde uma imagem congelada a desafiava com desprezo.
Helena sorria. Era um sorriso simples e radiante, como s