O chá ainda exalava o último sopro de calor quando deixamos as xícaras de lado. O silêncio, até então confortável, ganhou outro peso quando Gael parou de me observar com aquele olhar de quem lê mais do que as palavras permitem. Os olhos estavam presos em mim, firmes demais para que fosse possível ignorar.
— O que foi? — perguntei, sem conter o riso tímido que escapou junto com a pergunta.
Ele demorou a responder, como se calculasse cada palavra.
— Estava apenas… observando. Tentando entender o