A noite parecia ter guardado em si o peso da tarde. O encontro com Paulina ainda reverberava dentro de mim, e por mais que tentasse distrair a mente com o riso dos meninos a inquietação não me abandonava. O céu, coberto de estrelas, me encarava como cúmplice mudo dos pensamentos que não ousava partilhar com ninguém.
Estava tão distraída que nem percebi dona Francisca ao meu lado. O olhar dela, sempre doce, trazia agora uma preocupação silenciosa.
— Está tarde, menina. — disse em tom baixo, qua