Os dias seguintes voaram como se alguém tivesse apertado um botão de avanço rápido na minha vida. Entre pranchetas, ajustes minuciosos, reuniões intermináveis e litros de café, a coleção finalmente ganhou forma. Era estranho pensar em como aquele conjunto de peças — que começou como rabiscos soltos, ideias tímidas e esboços desconexos — agora brilhava sob luzes profissionais, exposto como se tivesse nascido pronto.
No laboratório, a energia era uma mistura vibrante de alívio e euforia. Rebecca caminhava de um lado para o outro conferindo cada peça como uma mãe que examina o boletim do filho; Daniel comemorava cada elogio como se fosse gol de final de campeonato; Alice sorria daquele jeito contido, mas cheio de orgulho. E eu… bem, havia um sentimento quente e indescritível crescendo no peito. Algo parecido com pertencimento.
Quando Carolina entrou na sala na véspera da apresentação final, o olhar dela percorreu a mesa cuidadosamente organizada, e a satisfação estampada em seu rosto foi