Gael apertou minha cintura de leve, como se quisesse comprovar que eu estava ali de verdade inteira, presente, respirando com mais tranquilidade do que nos últimos meses desde o início do estágio. Era curioso como, mesmo cercada de pessoas importantes, flashes, comentários técnicos e expectativas sufocantes, bastava o toque dele para que tudo parecesse menos pesado. Não desaparecia, mas se tornava suportável.
— Quer dar uma volta com eles? — perguntou, observando os gêmeos que já disputavam o lugar ao meu lado direito.
— Quero — saiu quase antes de pensar, porque era exatamente isso.
Bruno agarrou minha mão na mesma hora. Breno pegou a outra, como se temessem perder território. Caminhamos pelo auditório iluminado, ainda cheio de convidados circulando entre as vitrines. Alguns reconheciam Gael, outros reconheciam a barriga de quase sete meses que me obrigava a andar mais devagar. E alguns apenas sorriam, talvez encantados com os meninos, com a cena, ou com a harmonia improvável da noss