Esperei no escuro.
A casa dela estava silenciosa, fria. Novamente Tae-ho havia mudado de endereço. Apenas a luz fraca do poste da rua entrava pelas frestas da cortina. Sentei no sofá da sala como um fantasma — um homem que não reconhecia mais o próprio rosto no espelho. O relógio marcava duas da manhã quando ouvi o carro estacionar.
Tae-ho entrou como sempre: leve, segura, com aquele perfume enjoativo que eu passei a detestar. Ela parou assim que me viu. A sombra do meu corpo sentado ali, imóve