O problema do silêncio entre duas pessoas não é o que ele esconde.
É o que ele permite.
Espaço.
Dúvida.
E, principalmente…
Interferência.
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Eu percebi antes mesmo de vê-la.
Não pelo nome.
Nem pelo rosto.
Mas pela mudança no ambiente.
Sutil.
Mas real.
A recepção estava mais… leve.
Funcionários mais atentos.
Olhares que não eram de tensão.
E sim de curiosidade.
Erro.
Ou distração.
— Você sentiu? — Arthur perguntou, baixo.
— Sim.
— Não é interno.
Inclinei levemente a cabeça.
— Não.
— É externo.