Julian Cedric
O relógio na parede da cozinha parecia ter parado. Eu olhava para ele a cada trinta segundos, observando o ponteiro dos segundos arrastar-se como se estivesse mergulhado em mel.
O Le Petit Refuge funcionava com a precisão de um mecanismo de relógio suíço: cada corte, cada cocção, cada molho era executado com a frieza de quem domina o seu ofício. Mas hoje, a minha cozinha não era um santuário. Era um palco de expectativa.
Desde que ela saiu ontem, com aquele olhar de quem tinha a