Sabrina Duran
O som da chave girando na fechadura do meu apartamento costumava ser o sinal de que eu, finalmente, podia tirar a máscara que usava na boate e ser apenas a Sabrina. Mas hoje, o som trouxe um peso diferente. Eu estava sentada no sofá, com uma taça de vinho esquecida na mesa de centro, observando a dança das sombras na parede. Quando Augusto entrou, eu não precisei perguntar se ele tinha novidades. O modo como ele pousou a pasta de couro e desatou o nó da gravata, com aquela preci