Sabrina Duran
— Eu não te devo nada — eu disse, dando um passo à frente, invadindo o espaço que ele achava que era seu. — Quem deve são vocês. Vocês me devem a minha infância. Me devem as noites em claro no banheiro. Me devem o preço que receberam do Marcos Oliveira para me entregar como se eu fosse um gado para o abate.
A Genitora soltou um gemido baixo, escondendo o rosto nas mãos ossudas.
— Eu não tive escolha, Sabrina... o dinheiro... as dívidas... a gente ia morrer de fome...
— VOCÊ TEVE