Sabrina Duran
A luz do fim da tarde em São Paulo entrou pelas frestas da cortina, pálida e fria, mas no meu quarto o ar parecia denso, carregado com o resíduo do terror que me acordou durante as horas de descanso. Eu ainda estava nos braços do Augusto. O calor dele era a única coisa que me impedia de desmoronar por completo. O "Robô" não tinha ido embora; ele tinha passado a noite ali, servindo de âncora para uma náufraga.
Depois que o meu choro cessou e a respiração voltou a um ritmo quase no