Augusto Vilar
O motor do Audi ronronava baixo enquanto eu estacionava em frente ao prédio que um dia pertenceu à Júlia, mas que agora exalava a essência de Sabrina. O endereço era o mesmo, mas a energia que emanava daquelas janelas era outra. Júlia era suavidade e resiliência; Sabrina era fogo e blindagem.
Eu estava nervoso. Eu, Augusto Vilar, o homem que encarava juízes da suprema corte sem piscar, sentia as palmas das mãos levemente úmidas contra o couro do volante. O "Robô" estava tentando