MIA
Éramos uma confusão de nós.
Caminhávamos aos tropeços até o banheiro, e, a cada passo, uma peça de roupa se desprendia do nosso corpo e caía no chão, esquecida, sem nenhuma delicadeza.
Vittorio me guiava com mãos firmes contra minha pele nua, seus olhos negros percorrendo cada detalhe meu, como se quisesse me gravar em sua mente.
Tatuar cada pedaço de mim na sua memória.
Seus dedos capturaram uma mecha do meu cabelo e a enrolaram em seu indicador.
— Eles me deixam louco, sabia? — Murmurou,