Mundo de ficçãoIniciar sessãoVittorio Moretti não era o mocinho dos contos de fadas. Ele não era gentil, muito menos alguém que oferecia carinho sem uma segunda intenção. Para Vittorio, as mulheres tinham um único propósito, e certamente não era o de conquistar seu coração. Criado para ser um soldado leal e implacável, Vittorio se tornou o caporegime mais temido da Cosa Nostra ao matar seu próprio pai, provando sua lealdade ao Don e consolidando seu poder. Seu nome passou a ser sussurrado com respeito e medo, e ninguém ousava desafiá-lo. Mas tudo muda quando, em um negócio perigoso, ele aceita a filha de um viciado como pagamento de uma dívida. Mia não era apenas a filha de um homem fraco — ela carregava um segredo que poderia abalar toda a máfia. Mia jamais imaginou ser arrastada para o mundo cruel de Vittorio, mas sua força e determinação logo mostram que ela não era apenas mais uma vítima. Tentando escapar de uma vida que não escolheu, ela descobre que, por trás da fachada impenetrável de Vittorio, há uma fera tão ferida quanto ela. Conforme os dois se aproximam, o desejo entre eles se torna uma força incontrolável, e Vittorio, acostumado a dominar, se vê perdendo o controle pela primeira vez. Enquanto os rivais dentro da máfia tentam usar Mia como uma arma contra ele, Vittorio precisará decidir se ceder ao sentimento por ela será sua maior fraqueza — ou sua única salvação. Entre segredos de família, traições e uma guerra iminente, será que Vittorio conseguirá manter seu poder? Ou será que Mia, com seu passado inesperado, acabará sendo a sua ruína?
Ler maisA risada de Fiamma ecoava pela mesa, cheia de calor, enquanto ela contava mais uma das suas histórias hilárias sobre a infância de Guillermo, meu pai. Em alguns momentos, eu via a saudade brilhar nos olhos dela, a mesma saudade que cintilava nos olhos de meu avô Maurício.A luz suave das velas no centro da mesa lançava sombras dançantes sobre as paredes da mansão, e o aroma da comida caseira, algo que eu não sabia que sentia tanta falta, preenchia o ar. Aurora estava ao meu lado, brincando com Giuseppe, meu filho com Vittorio. Meu avô nos observava com um sorriso tranquilo, como se o mundo inteiro tivesse finalmente encontrado o seu equilíbrio.— Giuseppe é a coisa mais linda, não é, meu amor? — Aurora disse para o pequeno nos meus braços, apertando
MIAO calor era insuportável.O fogo corria pelas paredes como serpentes vivas, famintas, reduzindo tudo a cinzas.Os retratos, as tapeçarias, os móveis antigos — toda a história daquela mansão amaldiçoada era devorada diante dos nossos olhos.Vittorio puxava minha mão com força, abrindo caminho entre os destroços, enquanto o teto rangia ameaçadoramente acima de nós.A fumaça nos envolvia como um manto sufocante, tornando cada respiração uma luta desesperada.— Não solta de mim! — ele gritou por cima do rugido do incêndio.Eu bala
MIAO mundo parecia prestes a me engolir quando a porta explodiu em um estrondo ensurdecedor, como o trovão de uma tempestade furiosa.O impacto reverberou dentro da minha cabeça entorpecida, despedaçando a névoa negra que me arrastava para o abismo.Tomasio se virou, os olhos arregalados por um breve segundo de surpresa — um segundo que foi tudo de que eu precisei. Meu corpo cedeu e desabou no chão de madeira, arranhando os joelhos e os cotovelos enquanto eu arfava, tentando desesperadamente puxar o ar que ele havia esmagado dos meus pulmões.Vi as botas pretas atravessarem o quarto como relâmpagos, pesadas, determinadas.— Solta ela, seu desgraçado! — Vittorio rugiu, a voz
MIAEu corri, o mármore frio e ensanguentado escorregando sob meus pés descalços, o coração batendo tão alto que abafava os tiros e gritos que ecoavam pelos corredores. Cada explosão de arma de fogo parecia empurrar meu corpo para frente, como se o medo cravasse garras na minha espinha e me obrigasse a continuar.O cheiro de pólvora e ferro impregnava o ar, misturado ao aroma ácido de suor e morte. Corpos juncavam o caminho — rostos conhecidos, rostos desconhecidos —, e cada expressão sem vida era um soco que eu não podia me dar o luxo de sentir. Não havia espaço para o luto. Não havia tempo para a dor. Só importava encontrar um lugar... um buraco onde eu pudesse me esconder, respirar, pensar.A mansão, outrora maje
Último capítulo