Domingo amanheceu preguiçoso. O tipo de dia que pede um edredom, café passado na hora e a mente livre de compromissos.
Mas Elize não sabia mais o que fazer com tanta calma. Acostumada com a correria da semana — elevadores fechando na cara, relatórios urgentes e olhares confusos de dois Villamar — o silêncio do apartamento parecia exagerado demais.
Sentada à mesa com o notebook aberto, ela tentou ler alguns artigos jurídicos pra não perder o ritmo. Mas bastavam duas linhas pra mente começar a