Rodrigo cruzava os braços, recostado na borda da mesa, olhando fixamente para a porta fechada da sala de reuniões. O silêncio que escapava de lá o incomodava mais do que gritos.
— Silêncio demais. Isso nunca é bom quando o Augusto tá por perto — resmungou, sem desviar o olhar.
Elize ergueu os olhos do monitor, curiosa. Rodrigo estava estranho desde que Henrique entrara naquela sala. Ela tentou ignorar, mas agora ele parecia prestes a desabafar.
— Sabe… tem gente que se acostuma a viver