O relógio marcava 12h45 quando Augusto Villamar atravessou as portas de vidro do escritório com sua habitual imponência. O terno cinza-claro sob medida e o perfume amadeirado anunciavam sua chegada antes mesmo que ele dissesse qualquer palavra. Seus passos firmes ecoaram no chão polido, e o silêncio se espalhou pela recepção como um contágio inevitável.
Glória endireitou a postura imediatamente, os dedos parando de digitar por um segundo.
— Henrique? — foi a primeira palavra de Augusto, carre