Capítulo 212 - Algo que me pertence

A porta de ferro se abriu com um rangido grave. Arthur esperava de pé, com as mãos nos bolsos da calça social, o rosto sério, mas o olhar treinado para parecer calmo.

Do outro lado, João Vicentini entrou com um leve sorriso torto no rosto — o tipo de sorriso que não sabia se era ameaça ou ironia.

— Ora, ora. Arthur Villamar. — Ele puxou a cadeira com um gesto lento. — Já não basta seu pai, agora o filho resolveu me visitar também?

Arthur não respondeu de imediato. Esperou que ele sentasse
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