Arthur saiu da prisão com os pensamentos em ebulição.
O carro cruzava as ruas como se ele não percebesse o mundo ao redor — tudo estava concentrado no que Vicentini revelara.
Um anel. Um passado com sua mãe. E uma dívida sendo usada como moeda de troca.
Ele estacionou na frente da mansão Villamar no fim da tarde, quando os últimos raios dourados iluminavam os degraus de mármore.
Entrou com a confiança de quem sempre pertenceu àquele lugar, mas com um olhar mais afiado que de costume.