O sol já escorria laranja por trás da encosta quando Elize terminou de contar. A voz dela, normalmente afiada, agora soava baixa, quase hesitante. No terraço do Café Velluto, as luzes começavam a se acender, criando pequenos círculos dourados sobre as mesas de madeira clara.
Madalena segurava a xícara há minutos, mas o chá já havia esfriado. Ela mantinha os olhos fixos na amiga, tentando digerir tudo o que havia acabado de ouvir.
— E você... nunca mais o viu? — perguntou, por fim, com cuida