Ela lembrava daquela noite como se o tempo tivesse ficado preso no vento. A Baía das Abelhas era um espelho de luzes dançando sobre a água, mas seus olhos estavam fixos nele — no garoto de cabelo azul que tinha invadido seu pensamento dias atrás.
Elize não era de se distrair em serviço. Mas naquela noite, algo nela tinha resolvido cruzar uma linha.
Vestia preto da cabeça aos pés: um vestido leve, que se movia com o vento salgado; uma jaqueta de couro curta, marcada pelo tempo e pelas noites