Augusto indicou a poltrona à frente de sua mesa com um gesto contido.
Helena se sentou com elegância, cruzando as pernas e apoiando as mãos no colo com naturalidade — como quem pertence àquele cenário há muito tempo.
Por um instante, ele apenas a observou — como quem avalia uma peça rara de arte que, finalmente, retorna ao seu lugar de origem.
— Não sabe o quanto é bom ver você de volta, Helena — disse com a voz grave e controlada. — Já estava mais do que na hora de ter alguém com a sua visã