Do outro lado da cidade, Henrique acordou antes do despertador. O céu ainda estava azul-acinzentado e o silêncio da casa era quase absoluto, exceto pelo leve zumbido do ar condicionado no canto do quarto.
Levantou, calçou o tênis e saiu para correr. Precisava colocar a mente no lugar — ou ao menos tentar.
Mas foi inútil. O suor escorria pelo rosto, o coração batia acelerado, e mesmo depois de quilômetros, o nome dela continuava martelando: Elize. Elize. Elize.
Depois do treino, tomou um