O elevador apitou no térreo, e quando as portas se abriram, Elize deu de cara com Arthur encostado no canto, café na mão e a barba por fazer — o que, sinceramente, só deixava ele com mais cara de propaganda de perfume importado.
— Segunda-feira — ele disse com uma careta, enquanto ela se posicionava no elevador ao lado dele. — A pior invenção da humanidade.
Elize riu baixo, ajeitando a alça da bolsa no ombro.
— Nem é tão ruim assim. Tive um fim de semana produtivo.
Arthur levantou a sobrance