A luz do amanhecer atravessava as cortinas do quarto quando abri os olhos. Por um instante, esqueci onde estava. O cheiro de café, o toque suave dos lençóis, o calor de um ambiente que não era meu, tudo parecia um sonho. Mas então ouvi a voz dele.
— Bom dia, dorminhoca. — Demian estava encostado na porta, uma xícara de café na mão e aquele meio sorriso que eu já começava a entender. — Achei que você fosse dormir o dia inteiro.
Sentei-me devagar, o corpo ainda dolorido, mas infinitamente melhor