O primeiro som que escutei ao despertar foi o tic-tac distante de um relógio. Depois, o farfalhar leve da chuva, ainda insistente, batendo contra os vidros da janela.
Por um instante, não soube onde estava. O teto branco, o cheiro de lençóis limpos e o calor que me envolvia eram estranhos e reconfortantes ao mesmo tempo.
Quando tentei me mover, um gemido escapou dos meus lábios. O corpo inteiro doía, como se cada músculo tivesse se tornado uma lembrança viva da noite anterior.
E então tudo volt