O sol entrava pelas janelas do ateliê com uma intensidade diferente naquela manhã. Helena estava sentada no chão, cercada por papéis e esboços, mas o que ocupava sua mente era outra coisa: a leveza. Pela primeira vez em semanas, não havia tensão. A investigação havia sido encerrada. Arthur estava livre. E ela também.
Ele entrou na sala com café nas mãos e um sorriso que ela não via há tempos.
— Dormiu bem? — perguntou ele, sentando ao lado dela.
— Dormi em paz. E isso é raro.
Arthur encostou a