POV: Emily
O envelope estava em minhas mãos havia horas.
Eu o levei comigo para casa, larguei-o no sofá, fui para o quarto. Depois voltei, sentei no tapete, encarei-o como se fosse um animal enjaulado.
Talvez fosse.
Um animal que, se solto, dilaceraria o pouco de equilíbrio que ainda me restava.
Tentei ignorá-lo. Fiz café. Tomei banho. Vesti o moletom mais confortável que encontrei. Mas o envelope estava ali, como uma sombra viva, como um sussurro constante me chamando.
“Abra. Descubra.”
Quando