Naquele momento, a cidade não falava de outra coisa.
Em frente à delegacia, viaturas de imprensa se acumulavam. Câmeras ligadas. Microfones erguidos. Jornalistas disputando espaço, tentando arrancar qualquer informação sobre a operação, sobre Nicole… e, principalmente, sobre Sofia.
O clima era pesado.
Tenso.
Quando Thomas caminhava de volta para a sala de monitoramento, sentiu a presença antes mesmo de ouvir a voz.
Alberto Valente vinha em sua direção, passos duros, o rosto tomado por uma fúria que misturava medo e impotência.
— Você de novo. — Alberto disparou, sem sequer cumprimentá-lo. — É sempre a sua culpa. Sempre. Fica longe da Sofia! Olha o que acontece toda vez que você se aproxima dela!
Thomas parou.
Não recuou.
Não respondeu de imediato.
Nathália, que vinha logo atrás, foi a primeira a se colocar à frente.
— Senhor Alberto, com todo respeito — disse, firme — A profissão da Sofia é perigosa. Sempre foi. Não existe um culpado aqui.
Laís completou, sem e