Os policiais avançaram pelo perímetro traseiro da casa em formação.
Passos silenciosos.
Armas erguidas.
Um dos agentes fez sinal com a mão.
Outro assentiu.
O primeiro disparo veio pela janela dos fundos.
Vidro estilhaçado.
O capanga mal teve tempo de reagir antes de cair para trás, atingido no ombro.
O grito ecoou dentro da casa.
— CONTATO! — alguém gritou do lado de fora.
O caos explodiu.
Ao ouvir os tiros, Nicole reagiu por instinto.
Arrancou a arma da mão do capanga ao lado dela.
Puxou Sofia com violência, encaixando o braço em torno do pescoço dela, num mata-leão firme demais para ser só ameaça.
— Anda. — sibilou no ouvido de Sofia. — Se você fizer gracinha, eu atiro.
Sofia tentou respirar.
O ar vinha curto.
O coração disparado.
Outro capanga se aproximou, nervoso.
— CORTA. — Nicole ordenou. — Agora.
A lâmina passou rápido pelas amarras dos pés de Sofia.
O equilíbrio voltou apenas o suficiente para andar.
— Você. — Nicole apontou para o