Sofia acordou devagar.
Não por dor.
Mas pela mudança no ar.
O cheiro não era de hospital. Nem de carro. Nem de rua.
Era fechado. Antigo. Umidade misturada com metal.
Ela piscou algumas vezes até a visão se ajustar.
Estava sentada em uma cadeira, as mãos presas à frente. Não com força excessiva — o suficiente para impedir movimentos bruscos. O local era escuro, iluminado apenas por uma lâmpada pendurada no teto, oscilando levemente.
Sofia respirou fundo.
Não entrou em pânico.
P