Capítulo 11 — Matando a Saudade.
O dia seguiu intenso.
Reuniões, e-mails, telefonemas, prazos apertados. Nathália se manteve focada, mergulhada no trabalho como sempre — mas havia algo diferente nela. Uma leveza nova. Um sorriso discreto que surgia sem aviso.
O almoço foi simples, na copa da empresa, com Emma e Eloise. Conversas soltas, risadas baixas, comentários sobre trabalho e planos futuros. Nada extraordinário. E, ao mesmo tempo, tudo parecia no lugar.
Por volta das três da tarde, o elevador se abriu no andar.
Nathália não levantou os olhos de imediato.
Mas o perfume entrou primeiro.
Ela conhecia aquele cheiro melhor do que gostaria de admitir.
Levantou o olhar devagar.
Ricardo caminhava em direção à sua mesa, postura impecável, expressão tranquila, como se aquele fosse o lugar mais natural do mundo para ele estar.
— Olá, senhor Rocha. — ela disse, apoiando os cotovelos na mesa. — O que devemos à honra?
Ricardo riu, aquele sorriso fácil que só aparecia fora das salas de reunião.
— Vim me d