A noite tinha sido tudo.
Quente.
Sem pressa.
Ricardo ainda respirava pesado quando caiu de lado na cama, os dois corpos ainda próximos demais para fingir distância. Nathália ficou alguns segundos encarando o teto… até virar lentamente o rosto para ele.
O sorriso que surgiu em seus lábios era perigosamente bonito.
— Vamos pra mais uma? — murmurou, com aquela voz baixa que ele conhecia bem demais.
Ricardo soltou uma risada rouca, puxando-a de volta para si.
E a madrugada seguiu assim.
Entrega.
Desejo.
Risos abafados.
Beijos que não queriam terminar.
Como se o mundo lá fora não existisse.
O sol da manhã entrou sem pedir licença.
Nathália abriu os olhos primeiro.
Ricardo estava deitado de lado, ainda sonolento, o braço pesado sobre a cintura dela.
Ela se mexeu.
Ele abriu um olho.
— Bom dia. — murmurou.
— Bom dia. — respondeu, sorrindo.
Ele esticou os braços, preguiçoso.
— Vamos pro banho… depois a gente almoça no clube.
Ela franziu a testa.
—