O silêncio que se instalou depois do abraço não era vazio.
Era cheio.
Ricardo manteve Nathália contra o peito por alguns segundos a mais do que o necessário, como se estivesse gravando aquele momento no corpo. Quando se afastou, foi apenas o suficiente para olhar para ela — de verdade.
O rosto dela ainda estava levemente ruborizado. Os olhos, brilhando demais para disfarçar o que sentia.
— Me faz sua. — ela disse, simples.
Não foi um pedido.
Foi um convite.
Ricardo passou um braço firme por trás das pernas dela e a ergueu com facilidade, como se aquilo fosse o lugar mais natural do mundo. Nathália soltou um riso baixo, surpresa, e envolveu o pescoço dele por instinto.
— Ricardo… — murmurou.
— Shh. — ele respondeu, encostando a testa na dela. — Apenas minha.
Caminhou até o quarto sem pressa. Cada passo parecia carregado de intenção. Ao entrar, fechou a porta com o pé e deixou Nathália sobre a cama com cuidado, como se ela fosse algo precioso — não frágil, mas valios