O zíper da mala emperrou, e por um segundo, eu tive vontade de rasgar o tecido com as próprias mãos. O quarto, que antes cheirava a baunilha e promessas, agora fedia a traição. Cada sombra nas paredes de pedra parecia rir da minha estupidez.
Eu me sentia pequena, insignificante e com raiva. Muita raiva. Uma pergunta martelava na minha cabeça: o problema era eu?
— Mila, não precisa fazer isso agora — Lis disse, tentando segurar meu braço, mas eu me esquivei.
— Eu não vou ficar aqui! E também não