O silêncio que vinha do celular era mais ensurdecedor do que o barulho do impacto. Eu continuava gritando o nome dele, minha voz falhando, as lágrimas inundando meu rosto até que eu mal conseguia enxergar a tela do aparelho. A chamada ainda estava ativa, mas não se ouvia nada além de alguns gotejamentos. Lis me abraçou com força, tentando me conter, mas eu sentia como se estivesse desmoronando por dentro.
— Amiga, para! — Lis gritou, sacudindo meus ombros.
Eu soluçava, o corpo inteiro tremendo