O sol da manhã entrava pelas janelas do quarto, tímido e suave, lançando feixes dourados sobre a cama desfeita. Eu estava deitada, com a cabeça sobre o peito de Baran, ouvindo os batimentos do coração dele como se fossem a trilha sonora da minha paz. Seus dedos acariciavam meus cabelos em silêncio, e por um instante, o mundo parecia distante.
— Faz quanto tempo que você não dormia assim? — perguntei, quebrando o silêncio.
— Não sei — ele respondeu, com a voz rouca. — Talvez desde a primeira vez