A carta chegou pela manhã, dobrada com precisão milimétrica, como se escrita por um monge. Papel grosso, cor creme, lacre vermelho com o símbolo de uma foice em curva — o símbolo de Barış. O mesmo que aparecia em suas tatuagens, nos muros de prédios abandonados e nos pesadelos de Mehmet.
Eu a encontrei sobre o aparador da sala, com meu nome e o dele escritos à mão, no que parecia ser uma caligrafia do século passado. Quando abri, minhas mãos tremeram.
“Uma noite. Um jantar. Entre inimigos que s