As horas que se seguiram depois daquele jantar maldito foram de puro silêncio entre nós. Não porque não houvesse nada a dizer — mas porque havia coisas demais. Coisas que machucavam só de pensar, quanto mais de pronunciar.
Você caminhava pela casa como uma sombra, celular na mão, olhos vidrados em alertas e mensagens codificadas de seus homens. Eu te observava da porta, sentada com as pernas encolhidas no sofá, sentindo que alguma parte de mim começava a morrer toda vez que você dizia: “A guerr