Nathan estava algemado, ainda rindo torto, sangue escorrendo do ombro direito.
Marcus deu um último comando ao agente:
— Levem ele pro carro 2. Ele vai direto pra custódia. E quero acompanhamento até amanhecer.
O policial fez um aceno afirmativo e puxou Nathan pelo braço.
Nathan tropeçou um pouco, mas antes de ser totalmente arrastado para longe, virou lentamente o rosto na direção de Camille. Mesmo ferido, mesmo rendido, o sorriso dele apareceu, torto, sujo, íntimo de um jeito que apertou o estômago dela.
— Foi bom o tempo que passamos juntos, doutora… ele disse, a voz rouca, arrastada, mas carregada de veneno. Mal posso esperar pela próxima vez.
Camille sentiu a pele arrepiar, não de medo, mas de puro ódio.
Marcus deu um passo à frente, o olhar gelado.
— A próxima vez que você chegar perto dela, Nathan… você não sai andando. A voz dele era baixa, firme. Pode apostar.
Nathan só riu, aquela risada curta, debochada, enquanto os agentes o empurravam para fora do corredor, o som das alge