NATHAN
As luzes do galpão morreram de vez.
Dessa vez não voltou nenhum fio de clarão.
Nathan apertou os olhos, tentando enxergar no breu cortado apenas por um facho fraco vindo da área da doca, onde uma lâmpada de emergência insistia em sobreviver.
— Desligaram o gerador? Ele rosnou no rádio. Se isso for algum tipo de teste, alguém vai sair sem dente daqui.
Silêncio absoluto. Ele mordeu o interior da bochecha, irritado. O dedo passou do rádio para a arma.
— Tudo bem. Ele murmurou para si mesmo. Se tem alguém mexendo nos meus fios… eu vou descobrir.
Olhou para o corredor do quartinho de Camille, analisando a probabilidade.
Se for só queda… ela continua onde está.
Mas alguma coisa… o instinto de quem viveu tempo demais em lugares perigosos… sussurrou: Não é só isso.
Nathan avançou pelo corredor oposto, indo em direção à sala de geradores.
E, sem perceber, se afastou alguns metros demais de Camille.
PASSAGEM TÉCNICA
O corte de energia não foi ouvido. Foi sentido. Do lado Miller, as luzes