A porta da UTI se fechou atrás de Camille com um clique abafado, deixando o corredor, e Marcus do lado de fora. O ar ali dentro era diferente. Pesado. Gelado.
Camille deu um passo.
A luz branca refletia nas paredes, nas superfícies metálicas. Cada piscar de monitor parecia acompanhar o ritmo acelerado do coração dela.
Adam estava deitado no leito 7, cercado por tubos, eletrodos, curativos, máquinas que faziam por ele o que seu corpo ainda não conseguia. A sedação deixava seus traços rígidos, pálidos, impossíveis de reconhecer como os do homem que sempre transbordou vida, força, controle, um pouco de arrogância... amor.
Um som escapou da garganta dela. Um som pequeno, partido, como se tivesse sido guardado por horas demais e agora encontrasse espaço para existir.
— Adam…
A palavra saiu como uma oração quebrada.
Ela levou a mão à boca, tentando conter o choro que ameaçava explodir. Não era o mesmo choro do galpão. Aquele era medo. Este… era dor.
Uma enfermeira apareceu ao lado, em silên