Camille dirigia sem música.
As mãos firmes no volante, o olhar atento demais para a rua quase vazia. A cidade passava pelos vidros como um cenário neutro, conhecido, incapaz de acompanhar o que se reorganizava por dentro.
Cada semáforo parecia uma pausa indevida.
Cada esquina, uma confirmação.
Pensou em Lucas por um instante não com culpa, mas com reconhecimento. Ele havia sido abrigo quando tudo exigia contenção. Mas abrigo não é destino. Nunca foi.
O prédio surgiu à frente antes que ela perc