— O que você está fazendo? — sussurrei contra o vento, taça de champanhe em uma mão. A outra, sobre a dele.
Segurei os dedos dele sobre meu ombro, sem saber o que ele pretendia. Tinha me contratado para cuidar de partes sujas e perigosas dos seus negócios — e agora aparecia no meu trabalho com champanhe, me levando a um lugar romântico. Qual era o jogo desse homem? Gostava de mulheres que arriscavam a vida por ele?
Ou de mulheres que fechavam negócios milionários?
Esperei o próximo movimento, sem saber o que sentir. Eu não sabia o que queria que ele fizesse. Se ele me beijasse… o que eu faria?
Ele me puxou suavemente pelo ombro, e me virei para encará-lo. Era bonito, sem dúvida. Podre até a alma também. Como é difícil odiar aqueles olhos azuis frios e o sorriso de garoto…
— Você é uma mulher e tanto, Carla. Acho que nunca conheci alguém tão interessante quanto você.
— Sou normal.
— Você se subestima. Leu o Olenk como se fosse um livro. E jogou com ele do jeito certo. Tem ideia de qua